sábado, 22 de setembro de 2012

Natação X Lesão medular


Benefícios da prática da natação aos portadores de lesão medular 

Meier (1981) acredita que a natação assume um lugar privilegiado entre os exercícios físicos a medida em que o aluno vivencia a liberdade de movimentos, que podem ser executados em todos os sentidos contra a resistência da água, assim toda a musculatura é requisitada durante a natação.

Paeslack (1978) considera a natação benéfica para paraplégicos em relação aos seguintes aspectos: recuperação ou melhoria de funções fisiológicas atingidas pela lesão, treinamento da musculatura do tronco, da cintura escapular e dos braços; treinamento da coordenação; ajuda no treinamento do equilíbrio em posição ereta ou sentada; treinamento da musculatura que foi parcialmente lesada, no caso de paresia; incentivo para melhorar o desempenho físico nos confrontos esportivos. 

Para Bromley (1997), a natação possui também um grande valor terapêutico aos portadores de lesão medular no que se refere a redução da espasticidade através da natação em piscina aquecida; redução de contraturas por meio da água aquecida. Com relação às lesões incompletas, o autor coloca que estes alunos apresentam músculos esparsos enfraquecidos e sensação de áreas descontínuas, podendo obter força e coordenação por meio dos estilos de natação. 

Com relação aos benefícios dos desportos adaptados aos lesados medulares na fase de reabilitação, Souza (1994) menciona que a prática desportiva permite a utilização das capacidades remanescentes, aprendizagem de novas habilidades e diminui o número de complicações clínicas associadas à lesão medular. Já no contexto do lazer, o desporto propicia aos paraplégicos e tetraplégicos, além dos efeitos comentados, uma maior gama de aspectos vantajosos, tais como: proporciona vivências de sucesso, atuando positivamente na auto-imagem e na autoconfiança; viabiliza a liberação das tensões e da agressividade; reduz a dependência física e psíquica; reverte possíveis tendências ao ócio, à apatia e ao isolamento; facilita o reingresso do indivíduo na sua vida familiar, educacional, profissional e recreacional; capacita para a realização de trabalhos em grupo, estimulando a responsabilidade e a iniciativa; aprimora técnicas de manejo de cadeira de rodas; predispõe o indivíduo para níveis de rendimento mais elevados. 
Ainda segundo o autor, a natação permite a permanência temporária fora da cadeira de rodas ou leito, contribuindo para prevenção de úlceras de decúbito; permite a prática do ortostatismo, nas lesões mais baixas, favorecendo a função circulatória; apresenta baixo risco de acidentes. 

Adams et al. (1985) concorda com várias vantagens mencionadas e acrescenta que o consumo de energia durante a prática da natação prolongada é um dos mais elevados entre todas as atividades esportivas e é um fator importante para combater a obesidade, que é um obstáculo à conquista da autonomia. Além disso, segundo o autor as competições, de âmbitos estadual, nacional e mesmo internacional, ajudam a estabelecer e alcançar determinadas metas importantes para motivar o lesado medular em relação a sua vida. 

http://www.efdeportes.com/efd106/beneficios-da-natacao-para-alunos-com-lesao-medular.htm

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pesquisas na Área


No âmbito do Governo Federal, do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame (NINDS), um dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), é o principal responsável pela condução e apoio à pesquisa sobre os distúrbios da medula espinhal e doenças desmielinizantes, como mielite transversa. O NINDS realiza pesquisas em seus laboratórios no NIH e também apóia estudos por meio de doações para as principais instituições médicas em todo o país.
NINDS pesquisadores procuram esclarecer o papel do sistema imunológico na patogênese da desmielinização em doenças auto-imunes ou doenças. Outro trabalho concentra-se em estratégias para reparar medulas espinhais desmielinizados incluindo abordagens utilizando o transplante de células. O conhecimento adquirido a partir de investigação deverão conduzir a um maior conhecimento dos mecanismos responsáveis ​​pela desmielinização em mielite transversa e pode vir a fornecer um meio para prevenir e tratar esse distúrbio.
O NINDS também pesquisadores fundos que estão usando modelos animais de lesão medular para estudar estratégias para a substituição ou regeneração das células nervosas da medula espinhal. Os principais objetivos desses estudos são incentivar a regeneração mesmo em seres humanos e para restaurar a função para pacientes paralisados. Os cientistas estão também a desenvolver próteses neurais para ajudar os pacientes com danos na medula espinhal compensar a função perdida. Estes dispositivos sofisticados elétricos e mecânicos se conectar com o sistema nervoso para complementar ou substituir motoras perdidas e função sensorial. Próteses neurais para pacientes com lesão medular estão sendo testados em seres humanos.

http://comsaudebrasil.com/doencas-a-z/mielite-transversa

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sintomas da Mielite Transversa


Quais são os sintomas da mielite transversa?
Mielite transversa pode ser aguda (em desenvolvimento durante horas até vários dias) ou subaguda (em desenvolvimento durante 1-2 semanas). Os sintomas iniciais incluem geralmente a dor nas costas localizadas inferiores, parestesias súbita (sensações anormais, como queimação, cócegas, picadas, ou formigamento) nas pernas, perda sensorial, e paraparesia (paralisia parcial das pernas). Paraparesia, muitas vezes progride para a paraplegia (paralisia das pernas e parte inferior do tronco). Bexiga urinária e disfunção intestinal são comuns. Muitos pacientes também relatam experimentar espasmos musculares, uma sensação geral de mal-estar, dor de cabeça, febre e perda de apetite. Dependendo de qual segmento da medula espinhal está envolvido, alguns doentes podem apresentar problemas respiratórios também.
A partir desta ampla gama de sintomas, quatro características clássicas da mielite transversa emergem: (1) fraqueza das pernas e braços, (2), dor (3) alteração sensorial, e (4) disfunção do intestino e da bexiga. A maioria dos pacientes vai sentir fraqueza de diferentes graus nas pernas, alguns também experimentá-la em seus braços. Inicialmente, as pessoas com mielite transversa pode perceber que eles estão tropeçando ou arrastando um pé, ou que as pernas parecem mais pesadas ​​do que o normal. Coordenação de mão e braço movimentos, bem como a força da mão do braço e também pode ser comprometida. Progressão da doença durante várias semanas, muitas vezes leva à paralisia completa das pernas, necessitando o paciente a usar uma cadeira de rodas.
A dor é a principal sintoma de apresentação da mielite transversa em cerca de um terço à metade de todos os pacientes. A dor pode ser localizada na parte inferior das costas ou podem consistir afiadas, sensações de disparo que se irradiam para as pernas ou braços ou ao redor do torso.
Pacientes que apresentam distúrbios sensoriais costumam usar termos como dormência, formigamento, frio, ou a queima para descrever seus sintomas. Até 80 por cento das pessoas com áreas de mielite transversa relatório da sensibilidade ao toque, a roupa que tais ou um leve toque com um dedo provoca desconforto ou dor significativa (uma condição chamada de alodinia). Muitos também experimentam maior sensibilidade às mudanças de temperatura ou de calor ou frio extremos.
Problemas de bexiga e intestino podem envolver aumento da frequência da vontade de urinar ou ter movimentos intestinais, incontinência, anulando dificuldade, a sensação de evacuação incompleta, e constipação. Durante o curso da doença, a maioria das pessoas com mielite transversa vai ter um ou vários destes sintomas.


http://comsaudebrasil.com/doencas-a-z/mielite-transversa

domingo, 15 de julho de 2012

Diferença entre Medula Óssea e Medula Espinhal


A Medula Óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias são as células encarregadas de transportar o oxigênio dos pulmões até as células de todo o organismo e o gás carbônico das células para os pulmões para ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo e as plaquetas são parte do sistema de coagulação do sangue. Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação.
A Medula Espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral, e tem como função transmitir os impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo. Portanto, não se coleta células da medula da coluna vertebral.

                                                                     Medula Óssea:


                                                                   Medula Espinhal:




http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=40&id=326&menu=2
http://www.hlagyn.com/jml1/faqs-mainmenu-25/43-qual-a-diferenentre-medula-a-e-espinhal


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Oscilação de bem estar e fraqueza muscular


Graças a Deus tive uma melhora significativa nesse ano. Mas a sensação de bem estar e fraqueza muscular tem oscilado muito. Quando sinto meu corpo mais fraco, tb percebo uma maior rigidez ao caminhar.
Tenho tido tb um pouco de incômodo no olho esquerdo.  Mas enfim... agradeço a Deus por toda melhora e procuro viver um dia de cada vez, sempre na esperança de um amanhã melhor.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Recuperação

Logo após a lesão, a sua medula espinhal deixa de realizar as funções durante um período de tempo ( semanas ou meses ). Todos os reflexos abaixo do nível de lesão estarão ausentes durante esse período, que é denominado choque medular.

O retorno dos reflexos abaixo do nível da lesão marca o final do choque medular. Neste momento, o seu médico pode determinar se sua lesão está se comportando como uma lesão completa ou incompleta. 

Se você tem lesão incompleta, alguma sensação ou movimento poderá retornar. Porém, ninguém pode determinar se isso acontecerá com você ou , em caso de algum retorno de sensação e/ou movimento, ninguém pode determinar o quanto esse retorno será funcional. somente o tempo poderá determinar essas respostas.

A sua reabilitação deverá ser iniciada imediatamente. Você será orientado a realizar atividades e exercícios para trabalhar o que você apresenta no momento atual ( seu quadro neurológico ). Se você recuperar alguma sensação e/ou movimento, a sua equipe de reabilitação desenvolverá novas metas para você.


Neurorreabilitação em lesão medular - Rede Sarah de hospitais de reabilitação.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Plasmaferese


Resolvi postar esse artigo sobre plasmaferese, pois quando fui atendida de urgência em um hospital na cidade de Belo Horizonte, onde residia uma grande equipe de neurologia, um dos tratamentos que seria realizado em mim caso eu não mostrasse uma melhora significativa dentro de um determinado tempo, seria o plasmaferese. Ou seja, ele também é usado em alguns casos de mielite transversa.


A plasmaferese é um processo de remoção de elementos do plasma sanguíneo que possam ser responsáveis por algumas doenças. A indicação mais comum é para remoção de anticorpos e complexos autoimunes.

Como é feita a plasmaferese?

A plasmaferese é um método semelhante à hemodiálise, realizado com o mesmo tipo de máquina.

Enquanto na hemodiálise o filtro remove as toxinas acumuladas pela insuficiência renal, o filtro da plasmaferese é capaz de remover o plasma do sangue, levando consigo as substâncias indesejáveis que estão causando doenças.
O problema é que a plasmaferese filtra todas as substâncias do plasma, tanto as maléficas quanto as benéficas, inclusive a água presente. Por isso o mesmo volume que é eliminado na plasmaferese é reposto com bolsas de plasma fresco (ou albumina) fornecidos pelo banco de sangue.
Assim como na hemodiálise, na plasmaferese é preciso um acesso venoso para que se possa levar o sangue até a máquina e depois trazê-lo de volta ao paciente. Comumente usa-se cateteres de hemodiálise na veia jugular interna ou na veia femoral para realização da plasmaferese.
As sessões de plasmaferese duram em média duas horas e podem ser realizadas diariamente ou em dias alternados, dependendo da doença em questão. O tempo total de tratamento também depende da substância plasmática que se pretende filtrar e da melhora clínica do paciente, durando em geral uma a duas semanas.

É importante entender que a plasmaferese remove as proteínas indesejáveis, mas não influi na sua produção. Essa informação é importante em duas situações:

1- Se o caso em questão for uma doença autoimune, junto com a plasmaferese para remover os auto-anticorpos, é necessário também o tratamento com drogas imunossupressoras para impedir que novos anticorpos maléficos sejam produzidos enquanto se retira os que já circulam na corrente sanguínea. Caso contrário, em poucos dias, tudo o que foi retirado do plasma estará de volta.

2- Alguns anticorpos e proteínas maléficas sobrevivem por mais de 20-30 dias. Mesmo que o tratamento com drogas imunossupressoras consiga cessar a produção de novos, se não for realizada a plasmaferese, aqueles anticorpos ou proteínas já produzidas continuarão circulando e atacando o organismo ainda por vários dias. Dependendo da virulência da doença, isso é inaceitável, podendo ser tempo suficiente para levar o paciente ao óbito ou à lesão irreversível de algum órgão.

Indicações para plasmaferese

Duas doenças neurológicas de origem autoimune são as maiores indicações para plasmaferese. São elas a Miastenia Gravis e a Síndrome de Guillain-Barré.

Complicações da plasmaferese

Como qualquer procedimento médico invasivo, a plasmaferese apresenta sua taxa de complicações.
Assim como na hemodiálise, a punção de um vaso profundo para implantação do cateter pode levar a problemas como sangramentos e infecção.
Como no plasma encontram-se os fatores responsáveis pela coagulação, quando a reposição do volume retirado é feita apenas com albumina, e não com plasma fresco, existe o risco de hemorragias pela depleção das proteínas da cascata da coagulação.
Quando a reposição é feita com bolsas de plasma fresco, há menor risco de sangramentos, porém, outras complicações podem surgir. O plasma fresco é obtido através de doações de sangue, onde o plasma é retirado e colocado em bolsas separadas. Portanto, a infusão de plasma fresco pode apresentar complicações semelhantes às que ocorrem em transfusões de sangue. Uma delas é a transmissão de infecções como hepatite e HIV. Outra é a reação à proteínas presentes no plasma podendo causar anafilaxia.
Os derivados de sangue possuem citrato em seu interior para impedir a coagulação dentro da bolsa. O citrato quando infundido no sangue liga-se ao cálcio impedindo que este exerça suas funções normais no organismo, levando a sintomas semelhantes aos da falta de cálcio no sangue (câimbras, alterações neurológicas, dormências nos membros, etc.)
Apesar de teoricamente ser mais lógico realizar a reposição do plasma retirado com a transfusão de plasma fresco, o fato é que, quando a reposição é feita apenas com soro albuminado, as taxas de complicações são menores.
Algumas doenças, porém, apresentam melhor resposta quando a reposição é feita com plasma, principalmente na púrpura trombocitopênica trombótica. Portanto, a indicação do tipo de reposição é feita individualmente.

Leia o texto original no site MD.Saúde: PLASMAFERESE | o que é, indicações e complicações. http://www.mdsaude.com/2009/10/plasmaferese.html#ixzz1wyEmsMmw